Se a não a consegues vencer ...junta-te a ela!
No fim de 1993, apareceu a 916, provavelmente uma das mais bonitas motos alguma vez fabricadas. Não é necessário ser conhecedor de design de qualidade ou um apaixonado da Ducati para reconhecer este facto, mas o incrível é que a 916 (e as motos que derivaram dela continuaram a ser utilizadas na competição) ficará na história como uma maquina verdadeiramente eficaz...
Por detrás da 916 encontra-se o génio de Massimo Tamburini, um "homem da Renascença" cuja inspiração criativa, destreza técnica e paixão pela beleza são a combinação que não é usual encontrar em qualquer pessoa. Tamburini tinha já desenhado algumas motos esplêndidas como a Ducati Paso e a Cagiva Mito 125 e, antes de ser o mais alto responsável da sua própria firma em San Marino, criou a Bimota. Foi da Ducati, no fim dos anos 80, que foi incumbido da seguinte missão: desenhar uma moto com quadro tubular com um motor bicilindrico em L. Tamburini não confinou a que a mesma se tornasse um mero exercício de estilo, ( algo que não estava no seu carácter), e criou uma verdadeira obra de arte à volta desse motor. O motor era abraçado com um quadro em tubos de aço de 28 mm de diâmetro com a roda de trás ligada por um monobraço em alumínio. Mas Tamburini fez mais : ele apercebeu-se, por exemplo, que o motor que a Ducati precisaria necessitava de uma caixa de filtro de ar particularmente grande, e por explorou todo o espaço disponível, usando o fundo do deposito de gasolina com uma cobertura e moldando canais entre a carenagem. O resultado foi a moto mais esculturalmente mais espectacular vista na competição nos últimos 10 anos.
A 916 embarcou na carreira da competição imediatamente. Não foi fácil tomar o lugar de uma moto que provou ser tão bem sucedida como a 888. Alem disso, a Honda entrou no mesmo campo com a nova RC 45 e a Federação introduziu uma modificação nos regulamentos reduzindo a vantagem do peso entre as bicilidricas e as de quatro cilindros para uns meros 15 quilos.
As motos que alinharam no campeonato mundial de
Superbikes de 1994, nas mãos capazes de
Fogarty e
Fallappa (
Tardozzi Team), desenvolviam 150
cv às 11.000
rpm e tinha a capacidade de 955
cc. Esta moto esteve em constante desenvolvimento: uma nova
forqueta invertida da
Ohlins de 46 mm e uma nova caixa de ar. No fim do campeonato o titulo foi pela primeira vez para Carl
Fogarty (venceu também em 1995, 1996 e 1998 como expressivo número de títulos nacionais).