HMK 561 sonho ou alucinação?


O HMK 561 é um motociclo ultraleve com um desenho inovador e um novo conceito de motorização, desenvolvido pela RK, empresa de Berlim que a apresentou ao mundo em Colónia, no último Intermot.

O elemento fulcral desta moto é o quadro em fibra de carbono com capacidade de armazenar energia, pois as fibras de materiais compósitos de que é feito, estão dispostas de forma apropriada, que além de funcionarem como um condensador, servem ao mesmo tempo de cablagem eléctrica para alimentar directamente o taquímetro e as luzes, e ainda transportam informação sobre a integridade do próprio quadro, permitindo uma monitorização constante.

Mas a inovação não fica por aqui, já que o carregamento é efectuado por indução.

A motorização é assegurada por dois motores eléctricos acoplados ao quadro que propulsionam respectivamente a roda traseira e a dianteira, através de dois braços oscilantes, equipados cada um com um pequeno diferencial que transfere a potência directamente aos dois pares de jantes existentes nas rodas dianteira e traseira, e asseguram também que a travagem regenerativa recupera a energia que de outra forma iria ser desperdiçada.
O seu baixo peso reverte a favor de uma menor necessidade de potência, mas não há dados nem sobre a capacidade de armazenamento nem sobre o consumo de energia.
O projecto original contempla um recarregamento frequente por indução no trânsito (nas pequenas paragens nos semáforos, ou compras, por exemplo) mas sobre o qual também não são fornecidos detalhes.


Em termos estéticos as opiniões vão seguramente divergir já que a semelhança com uma bicicleta irá influenciar a opinião dos mais fundamentalistas.
Este é um dos projectos mais ambiciosos até hoje, no domínio das novas tecnologias de transporte. Justifica-se assim toda a falta de informação sobre mais especificações, nomeadamente autonomia e performance.

Fotos e textos:motociclismo.pt


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